segunda-feira, 13 de outubro de 2008

AGRADECIMENTO
Olá galerosa maneira do 1 ano Sesi/Senai (matutino/vespertino)!!!!
Parabéns por mas uma aventura que conseguimos concluir - primeiramente o passeio pelo Centro Histórico de São Luís, como um das tarefas do Projeto Revivendo o Centro Histórico pela lente do Sesi/Senai.
Em seguida, o I Café Cultural que foi MARAVILHOOOOOOOOOOOOOOSO.
Tivemos falhas, quem não tem?
Tivemos erros, todos cometem...
No entanto, os acertos foram maiores..
Timidez, gozação, palhaçada, alegria foram o tempero.
Comida... comida.... comida....
Bebida... bebida.... bebida....
Música, poesia, paródia, charme, inovação realçaram nossa manhã e/ou tarde

E o lanche teve sabor de vitória.
Valeu!!!!!
Até a próxima...
I....

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Unidade Integrada Anna Adelaide Bello
I Café Cultural do sesi/senai
Desguste as informações sobre como o café chegou nobrasile e na sua mesa...

Em 1727 os portugueses compreenderam que a terra do Brasil tinha todas as possibilidades que convinham à cafeicultura. Mas infelizmente eles não possuíam nem plantas nem grãos. O governo do Pará, encontrou um pretexto para enviar Palheta, um jovem oficial a Guiana Francesa, com uma missão simples: pedir ao governador M. d’Orvilliers algumas mudas. M. d’Orvilliers seguindo ordens expressas do rei de França, não atende o pedido de Palheta. Quanto à Mme. d’Orvilliers, esposa do governador da Guiana Francesa, não resiste por muito tempo aos atrativos do jovem tenente. Quando Palheta já regressava ao Brasil, Mme. d’Orvilliers envia-lhe um ramo de flores onde, dissimuladas pela folhagem, se encontravam escondidas as sementes a partir das quais haveria de crescer o poderoso império brasileiro do café – um episódio bem apropriado para a história deste grão tão sedutor.
Do Pará, a cultura passou para o Maranhão e, por volta de 1760, foi trazida para o Rio de Janeiro por João Alberto Castelo Branco, onde se espalhou pela Baixada Fluminense e posteriormente pelo Vale do Paraíba.
O surto e incremento da produção do café foram favorecidos por uma série de fatores existentes á época da Independência. As culturas do açúcar e do algodão estavam em crise, batidas no mercado internacional pela produção das Antilhas e dos EUA; por isso, os fazendeiros precisavam encontrar outro produto de fácil colocação no mercado internacional. Além disso, a decadência da mineração libertou mão-de-obra e recursos financeiros na região Centro-Sul (Minas Gerais e Rio de Janeiro, principalmente) que podiam ser aplicados em atividades mais lucrativas. Em nível internacional, a produção brasileira foi favorecida pelo colapso dos cafezais de Java (devido a uma praga) e do Haiti (devido aos levantes de escravos e á revolução que tornou o pais independente). Outros fatores decisivos foram a estabilização do comércio internacional depois das guerras napoleónicas (Tratado de Versalhes, 1815) e a expansão da demanda europeia e americana por uma bebida barata.
A importância econômica do café refletiu-se na sua expansão geográfica. No início, difundiu-se pelo Vale do Paraíba (Rio de Janeiro e São Paulo), Sul de Minas e Espírito Santo. Depois, atingiu Campinas, no "Oeste Velho" de São Paulo; dali, expandiu-se para o chamado "Oeste Novo" (Ribeirão Preto e Araraquara) e passou, mais tarde, para as regiões de terra roxa do Norte do Paraná e Mato Grosso. Hoje, as áreas de cultivo localizam-se nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia. Após a grande geada de 1975, houve um deslocamento das principais zonas produtoras do Norte do Paraná para áreas de clima mais favorável, como o sul de Minas Gerais e o interior capixaba.
A exportação brasileira do café começou a crescer a partir de 1816. Na década de 1830-1840, o produto assumiu a liderança das exportações do pais, com mais de 40% do total; o Brasil tornou-se, em 1840, o maior produtor mundial de café. Na década 1870-1880, o café passou a representar até 56% do valor das exportações. Começou então o período áureo do chamado ciclo do café que durou até 1930; no final do séc. XIX, o café representava 65% do valor das exportações do pais, chegando a 70% na década de 1920.
Fazenda brasileira de café - século XIX
Contudo, o crack da Bolsa de Nova York (1929) forçou a queda brusca no preço internacional do café (que caiu,em 1930, para pouco mais que a metade de seu valor em 1928), que continuou em queda até menos de 40% em 1931, ficando nesses níveis baixos durante muitos anos: só em 1947 é que os preços voltaram aos níveis de 1928. Essa situação agravou a crise de superprodução do café, cujos primeiros sinais apareceram no início do séc. XX.
Para enfrentar essa crise, os governadores dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se (fevereiro de 1906) no chamado Convênio de Taubaté, que definiu uma política para a valorização do produto: os governos estaduais comprometeram-se a comprar toda a produção e usar os estoques como instrumentos para impedir quedas e oscilações no preço do produto, além de proibir novos plantios.O Convênio de Taubaté representou a primeira intervenção oficial em defesa do café. Nos anos seguintes, o governo federal também tomou iniciativas nesse sentido. Mais tarde, após a crise de superprodução mundial de 1957, os países produtores e os grandes consumidores criaram o Acordo Internacional do Café (1962), que estabeleceu quotas de exportação para os países-membros.
O chamado "ciclo do café" teve repercussões econômicas e sociais importantes no Brasil. A expansão da lavoura levou à ampliação das vias férreas, principalmente em São Paulo; os portos do Rio de Janeiro e de Santos foram modernizados para sua exportação; a necessidade de mão-de-obra trouxe imigrantes europeus, principalmente depois da Abolição dos escravos; o café foi o primeiro produto de exportação controlado principalmente por brasileiros, possibilitando o acúmulo de capitais no pais. Em consequência, criou-se um mercado interno importante, principalmente no Centro-Sul, que foi o suporte para um desenvolvimento sem precedentes das atividades industriais, comerciais e financeiras. O café, sobretudo, consolidou a hegemonia política e econômica do Centro-Sul, transformando-o na região brasileira onde o desenvolvimento capitalista foi pioneiro e mais acentuado.
Desde os anos 50, a importância do café para a economia brasileira tem decrescido sensivelmente. Uma das conseqüências da crise mundial de 1957 foi o início da produção de café solúvel.
A participação do café nas exportações do pais diminuiu; em meados dos anos 70, o valor da exportação de manufaturados ultrapassou o do café, que, desde o início dos anos 80, responde por cerca de 10% do valor total das exportações brasileiras. Apesar disso, o café é ainda um dos principais produtos isolados exportados pelo país. São Paulo, que foi o maior produtor nacional desde o último terço do século passado, perdeu a primazia para o Paraná no final dos anos 50, mas sua produção ainda era significativa: em 1966-1967, por exemplo, metade de todos os cafeeiros do pais estava plantada nesses dois Estados. Vinte anos depois, em 1986-1987, era Minas Gerais que tinha o maior número de cafeeiros (mais de um terço do total nacional), seguindo-se São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia (que tinham juntos 92% dos 3,5 bilhões de pés de café então existentes no país.)
Em 1996 o consumo mundial supera a barreira dos 100 milhões de sacas. Em 1997 o Brasil atinge quase 3 bilhões de dólares na exportação de café, tendo a Alemanha superado os Estados Unidos como maior importador.Em 1998 o comitê do Conselho da Bolsa de New York coloca na pauta o café despolpado brasileiro.
Fontes: Grande Enciclopédia Larousse CulturalCAFÉ-La Dolce Vita - Asa Editores Ltda. Aroma de Café- Luiz Norberto PascoalLe Café - Anne Vantal
UNIDADE INTEGRADA ANNA ADELAIDE BELL
Nesta terça feira (07.10.2008)acontecerá o I Café Cultural do Sesi/Senai, assim postamos dados sobre a origem do café.
Primeiramente, boa leitura...


Corre uma lenda sobre as origens do café contando que, num dado momento do século III d. C., um pastor de cabras, chamado Kaldi, certa noite ficou ansioso quando suas cabras não retornaram ao rebanho. Quando saiu para procurá-las, encontrou-as saltitando próximo a um arbusto cujos frutos estavam mastigando e que obviamente foi o que lhes deu a estranha energia que Kaldi nunca vira antes. Dizem que ele mesmo experimentou os frutos e descobriu que eles o enchiam de energia, como aconteceu com o seu rebanho. Kaldi evidentemente i levou essa maravilhosa "dádiva divina" ao mosteiro local, mas as reações não foram favoráveis e ele ateou fogo nos frutos, dizendo serem "obra do demônio". O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava causando aquele maravilhoso perfume e os grãos de café foram rastelados das cinzas e recolhidos. O abade mudou de idéia, sugeriu que os grãos fossem esmagados na água para ver que tipo de infusão eles davam, e os monges logo descobriram que o preparado os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação. Notícias dos maravilhosos poderes da bebida espalharam-se de um monastério a outro e, assim, aos poucos espalharam-se por todo mundo.
As evidências botânicas sugerem que a planta do café origina-se na Etiópia Central (onde ainda crescem vários milhares de pés acima do nível do mar). Ninguém parece saber exatamente quando o primeiro café foi tomado lá (ou em qualquer parte), mas os registros dizem que foi tomado em sua terra nativa em meados do século XV Também sabemos que foi cultivado no Iêmen (antes conhecido como Arábia), com a aprovação do governo, aproximadamente na mesma época, e pensa-se que talvez os persas levaram-no para a Etiópia no século VI d.C., período em que invadiram a região.
À medida que o café tornou-se cada vez mais popular, salas especiais nas casas dos mais abastados foram reservadas para se tomar café, e casas de café começaram a aparecer nas cidades. A primeira abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente tornaram-se centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas em locais em que se faziam negócios. A primeira abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente tornaram-se centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas em locais em que se faziam negócios.
Sua popularidade espalhou-se por Cairo, Constantinopla e para todas as partes do Oriente Médio, mas os muçulmanos devotos desaprovavam todas as bebidas tóxicas, incluindo o café, e consideravam as casas de café como uma ameaça à observância religiosa. Às vezes, esses centros populares de diversão eram atacados e destruídos por fanáticos religiosos, e alguns governantes apoiavam a proibição do café e impunham punições aterrorizadoras: aqueles que desobedecessem poderiam ser açoitados, presos dentro de um saco de couro e atirados no Bósforo.
Enquanto isso, comerciantes europeus da Holanda, Alemanha e Itália certamente estavam exportando grãos e, também, tentando introduzir a lavoura em suas colônias. Os holandeses foram os primeiros a iniciar o cultivo comercial no Sri Lanka, em 1658, e então em Java, em 1699, e por volta de 1706 eles estavam exportando o primeiro café de Java e estendendo a produção para outras partes da Indonésia. Em 1714, os holandeses bem-sucedidos presentearam Luís XIV da França com um pé de café que cresceu numa estufa em Versailles e quando deu frutos, as sementes foram espalhadas e as mudas foram levadas para o cultivo na ilha de Réunion, na época chamada de Ilha de Bourbon. A variedade de arbustos de café que se desenvolveu daquela árvore em Paris tornou-se conhecida como o café Bourbon e foi a fonte original de grãos hoje conhecidos no Brasil como Santos e no México como Oaxaca.
UNIDADE INTEGRADA ANNA ADELAIDE BELLO
I SÉRIE MATUTINO/VESPERTINO
O PROJETO REVIVENDO O CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS PELA LENTE DO SESI/SENAI
1ª ETAPA: PESQUISAR SOBRE O CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS;
2ª ETAPA: VISITAÇÃO AO CENTRO CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS;
3ª ETAPA: PREPARAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: CARTÃO POSTAL X REPRODUÇÃO (CRIATIVIDADE DO GRUPO;
4ªETAPA: ENSAIOS DAS ATIVIDADE CULTURAL;
5ª ETAPA: PREPARAÇÃO DO CAFÉ CULTURAL.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

AVISO URGENTE
Cartazes, slids, DVD ou CD que produzirem com as fotos ou cartão postal, coloquem o nome do "projeto Revivendo o centro Histórico de São Luís pela lente do Sesi/Senai".
Passe a mensagem aos demais companheiros!!!
Roteiro histórico-turístico por São Luís do Maranhão PARTE I
César Augusto. Maeques/Dicionário histórico-geográfico da Província do Maranhão.
LARGO DO PALÁCIO
Foi justamente aqui - na Av. Pedro II - que Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardiere; Françoise de Rasilly, Senhor de Rasally e Aunelles, loco-tenentes-eraisde Luís XIII, de França e Navarra, fundaram a França Equinocial, em 8 de setembro de 1612. O lugar aproximado em que se terá realizado cerimônia está hoje assinalado por uma pirâmide de mármore. Ficando de costas para a Baía de São Marcos, veremos ao fundo a Catedral
Metropolitana e o Paço Arquiepiscopal. À esquerda, o Palácio dos Leões, o Palácio “La avardiere” e uma seqüência de velhos sobradões que lutam para sobreviver fiéis à linha arquitetônica colonial. O da esquina do Beco do Silva - Neto Guterres - foi onde nasceu Graça Aranha, o autor de Canãa, corifeu do movimento modernista na literatura brasileira. À direita, já nada mais se vê do que evoque o passado. Desaparecido sob os alicerces do prédio do INSS - Edifício João Goulart -, do Fórum, do caixão da agência do Banco da Amazônia e da inexpressiva sede da Capitania dos Portos, estes erguidos em chãos da Igreja da Misericórdia - (mandada arrasar em 1755, foi do adro dessa Igreja que Bequimão pregou ao povo pela última vez, a revolta de 23 de fevereiro de 1684. Mandada arrasar em 1755, foi do adro dessa Igreja que Bequimão pregou ao povo pela última vez, a revolta de 23 de fevereiro de 1684) - e do Teatro velho, que defrontavam o Palácio.
O PALÁCIO DOS LEÕES - sede do poder executivo no estado federado e residência dos Governadores da Província no Império e dos Capitães-Generais, na Colônia - é assim chamado pelos leões de bronze que guardam suas entradas. Seus alicerces mais profundos estão no Forte de São Luís, erigido em 1612 Ravardiere e Rassilly; tomado pelos português de Alexandre de Moura e Jerônimo de Albuquerque a 03 de novembro de 1615, passaria a se chamar Forte de São Felipe, em homenagem a Felipe III de Espanha e II de Portugal, ou simplesmente e popularmente, o “Castelo”; em 1776, o Capitão-General Joaquim de Melo e Póvoas, aproveitando-se , com a expulsão dos jesuítas, da telha, madeirame e escadaria confiscadas à Casa da Ordem, em Alcântara, fez praticamente construir o palácio que hoje se nos apresenta, após sucessivos melhoramentos.
O PALÁCIO ‘LA RAVARDIÉRE”, assim chamado desde 1962, se ergue no mesmo chão onde, desde os primeiros tempos, funcionaram a Cadeia e a Casa da Câmara; data de 1621 o primeiro Senado da Câmara de São Luís, presidido por Simão Estácio da Silveira, o primeiro propagandista da terra na metrópole com sua conhecida “Relação das cousas sumárias do Maranhão - dirigida aos pobres deste Reino de Portugal”, publicada em Lisboa em 1624. A primeira construção do prédio da Prefeitura, como é ainda hoje, conta-se de 8 de março de 1689, data em que o Senado da Câmara oficiou ao Sargento-Mór Antônio de Barros Pereira, pedindo-lhe a colaboração com ceder, para a conclusão das obras, o que sobrasse do edifício da Igreja e Casa da Câmara da vila do Icatú.
A CATEDRAL METROPOLITANA. A atual, começada a construir em 1726 pelos jesuítas, sob a iniciativa do Visitador-Geral da Missão, Padre Jacinto de Carvalho, com o trabalho dos indígenas e o óbolo dos fiéis, sendo-lhe o orago de Nossa Senhora da Boa-Morte, Foi a segunda erigida pelos inacianos no mesmo local; primitivamente existia uma simples capela levantada pelos primeiros milicianos de Inácio de Loyola, logo após sua chegada ao Maranhão em 1616. Só foi Sé-Catedral em 07 de janeiro de 1762, quando da expulsão dos jesuítas pela terceira vez, por ordem do Marques de Pombal. Foram a Igreja e o Colégio contíguos confiscados. Antes, a
Catedral era a Igreja de Nossa Senhora da Vitória - defronte, onde hoje está o prédio do antigo Hotel Central -; arruinada, foi mandada demolir e, 1763. Foi nessa primeira Catedral, hoje desaparecida, que foi criada a Diocese de São Luís do Maranhão, em 1667.

Roteiro histórico-turístico por São Luís do Maranhão
O PALÁCIO EPISCOPAL é o antigo Colégio de Nossa Senhora da Luz, dos jesuítas. De princípio, era casa térrea. Foi abandonado no governo diocesano de 1844/1850 porque se achava em ruínas; sua reedificação começou em 1869.
PRAÇA BENEDITO LEITE: Os nomes antigos foram: largo do João Velho do Val ou do Vale – abastado comerciante português que aí residia -, Praça da Assembléia e Jardim Público 13 de
Maio. Informa Rubem Almeida que “em tempos recuados havia nesse terrenocasebres que abrigavam mulheres de vida airada e que para desalojá-las sugeriu-se à Côrte a criação no local de um jardim botânico”. Artur Azevedo - em uma crônica publicada pelo O Domingo, em 26 de maio de 1873, sob o pseudônimo de Eloy, o Herói - informa que "o nosso jardim de plantas está quase despalperado com a derrubada que nelefizeram que foi por demais cruel e exagerada. Graças, porém, ao comandanteAzevedo, o Largo do João do Vale não é mais um matagal como era dantes, e, BENEDITO PEREIRA LEITE foi o quarto (1906/1910) governador republicano do Maranhão, estadista de larga visão e conceituado prestígio no cenário nacional e que dominou a política regional na primeira década do século. graças ao presidente da província, a música dos grilos e cigarras já ali não fazpraça como fazia, porque a banda do 5o. tem levado de vencida toda aquela malta bravia por meios de notas afinadas e por afinar”. No lado oeste da praça, no primeiro quarteirão da Rua do Giz, existiu outrora um velho sobradinho que a tradição popular apelidara de “Palácio dos Holandeses” e que serviu de motivo para muitos de nossos artistas do lápis e do pincel. Os outros três lados da praça conservam em geral suas edificações de linha arquitetônica colonial, típica de São Luís, motivo por que foi o logradouro objeto de tombamento pelo patrimônio histórico nacional. Do lado norte, a fachada lateral da Sé nova onde por muitos anos funcionou a Assembléia Provincial - daí o antigo nome de Praça da Assembléia - ; do lado leste, o velho sobrado hoje sede da Escola Técnica de Comércio do “Centro Caixeiral”. Aí, nos fundos da Sé, na casa do então Padre José Teles Vidigal o padre Malagrida fundou - em 02 de março de 1751 – o Recolhimento de Nossa Senhora da Anunciação e Remédios, nosso primeiro educandário feminino.
RUA DO GIZ: Hoje, 28 de Julho, data da “adesão” do Maranhão à Independência, de 1823... Vale demorar um breve instante. Do parapeito da praça que se debruça sobre a rua de Nazaré (Joaquim Távora), é possível apreciar o trajeto, desde a velha escadaria por que começa até o antigo e distante Largo das Mercês: é uma das mais saborosas perspectivas do estilo colonial que caracteriza a cidade. Lá embaixo, ao pé da escadaria, fazendo esquina com a antiga rua dos barbeiros (Humberto de Campos), funcionava a redação de “O Globo”, jornal de Paula Duarte, que os negros recentemente forros, e incentivados pelos conservadores, quiseram depredar porque, dizia-se, a República viria anular a Abolição há pouco decretada; o incidente, com a intervenção da força armada, transformou-se nos chamados fuzilamentos do dia 17. Na rua do Giz funciona o CENTRO DE CULTURA POPULAR “DOMINGOS VIEIRA FILHO’, em uma construção datada dos meados do século XIX. Sediou em fins do ‘século passado o famoso Instituto São José, fundado pelo notável professor Domingos Antônio Machado e dedicado à formação secundária e aos preparatórios para ingresso aos cursos superiores. Nessa mesma rua, entre as ruas 14 de Julho e João Vital de Matos, está localizado o SOLAR DA BARONESA DE ANAJATUBA, datado de 27 de maio de 1872. Por ser um dos mais altos existentes nesta zona da cidade - possui quatro andares – é denominado de “Cavalo de Tróia”. Ainda nesta rua está localizado o SOLAR SANTA TERESINHA. Foi residência da professora de música Lilah Lisboa.
PRAIA GRANDE:em seu “São Luís - cidade dos azulejos” prefere visitar este trecho - com suas ruas deliciosamente românticas e legitimamente lusitanas - descendo pela Rampa do Palácio e contornando o promontório, tomando a Rua do Trapiche (Portugal), até a Praia Grande, o centro do comércio atacadista, importador e exportador de ontem.A primeira, a Rua da Calçada - que corta a antiga Rua de Nazaré (Joaquim Távora) despenca-se em ladeira de largos degraus de lioz até a rua do Trapiche -popularmente chamada de BECO DE CATARINA MINA: Uma como que Chica da Silva maranhense, era a negra Catarina Pereira de Jesus escrava forra, que conseguiu considerável fortuna, tornando-se proprietária de imóveis e senhora de escravos, tomando ares de grande dama. Negra inteligente, de formas proporcionais e elegantes, sabia enfeitiçar com sua simpatia e insinuante meiguice os ricaços reinóis da Praia Grande, não pouco vulneráveis aos requebros e denguices de uma mulata; e assim fez-se rica e conseguiu fazer- se lembrada até hoje pelo nome que emprestou à rua...
A RUA DA ESTRELA, que passa pelo Praia Grande, na Praça do Comércio, estende-se, já agora em subida, até as Mercês. Aluízio Azevedo, em “O Mulato”, descreve como sendo aí o estabelecimento de seu Manuel Pescada. Entre o Beco do Deserto e a rua jacinto Maia está localizado o Solar dos Vasconcelos. A área fronteira do ângulo formado pelas ruas da Estrela e Portugal é o que a rigor se chama a Praia Grande, que tinha esse nome antes de ser de todo tomada ao mar e arruada. Durante os meses de invernia (chuvas) e nas épocas de maré alta,
tornava-se um lamaçal pútrido que dificultava o transporte das mercadorias até a Alfândega velha, hoje desaparecida, e que fora a sede da “Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão”. Esse problema desafiou a iniciativa e a boa-vontade dos administradores até 1805, quando se instituiu o chamado Terreiro Público, com suas barracas da praça onde se vendiam obrigatoriamente as frutas, legumes, criações, pescados, vindos do interior para o abastecimento da cidade em barcos a vela, que atracavam no ancoradouro. Em 1820, a Municipalidade deu-lhe regimento de funcionamento e chamou-a “Casa das Tulhas”.
É na Praia Grande que se localizam: CENTRO DE CRIATIVIDADE “ODILO COSTA, FILHO” localizando em antigos armazéns;
MUSEU DE ARTES VISUAIS, localizado em um sobrado de arquitetura típica do século XIX, foi construído exclusivamente para abrigar uma das muitas casas de secos e molhados, estivas e do comércio a grosso., sendo sede, por muitos anos, da firma Silva Maia & Cia Ltda.
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA - SOBRADO LAGES & CIA, foi construído para funcionamento exclusivo da firma Azevedo e Almeida, fundada em 1815 por Joaquim Azevedo de Almeida, português e homem de muita inteligência e comprovado talento para o comércio. Continuemos subindo pela rua da Estrela (Cândido Mendes), rumo ao sul, em direção às Mercês e ao Desterro. À esquerda, passaremos pelas esquinas do Beco do Quabra-Costas e do Tanguitá (14 de Julho). O Beco do Quebra-Costa (hoje, João Vital)9, ou do Quabra-Bunda - também chamada de Beco da Pacotilha em virtude de o grande jornalista Vítor Lobato ter aí estabelecido seu jornal em abril de 1890 num sobradão de azulejos verdes - Largo do Carmo esquina com o Quabra-Costas, prédio construído em 1758. Nessa rua, entre a rua da Palma e 28 de Julho, há uma das capelas dos Passos. Nós a veremos na volta. JOÃO VITAL DE MATOS foi farmacêutico e mantinha nessa rua, num sobrado de ornatos caprichosos, esquina com a rua da Palma uma bem montada drogaria e um excelente laboratório de produtos farmacêuticos. Homem viajado, culto, inventou várias fórmulas que fizeram época e ainda até recentemente eram bem vendidas, como a famosa “Tintura Preciosa” e o “Elixir de
Carnaúba”.À direita: - o beco da Boa-Ventura antiga travessa Fluvial porque num sobrado da rua da Estrela, que lhe faz canto, funcionava a Companhia Empresa de Navegação a Vapor dos Rios do Maranhão, mais conhecida como Fluvial; era um ponto predileto dos negros de ganho que trabalhavam na chamada Paria Grande e adjacências; - o beco da Prensa, mandado abrir pelo comerciante João Gualberto da Costa para serventia de uma prensa de algodão, a primeira que tivemos; - cruzaremos ainda: a rua Direita, hoje Henrique Leal; chamou-se outrora Passo do Lapemberg, em homenagem ao causídico maranhense Antônio Martiniano
Lapemberg, defensor de um dos implicados no trágico crime de Pontes de Vergueiro; chamou-se também Marcílio Dias, em homenagem ao grumete herói da batalha do Riachuelo. ANTONIO HENRIQUES LEAL nasceu em Cantanhede em 24 de junho de 1828 e faleceu no Rio de janeiro a 29 de setembro de 1885. Formou-se em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro. Médico competente e político influente, estudou com proficiência a história do Maranhão, deixando-nos “O Panteão Maranhense” série biográfica de escritores e poetas que lhe valeu o
cognome de “Plutarco Brasileiro”. - a do Deserto, até a rua da Cascata (Jacinto Maia - JACINTO JOSÉ MAIA, comerciante português, vivia de rendas imobiliárias e chefiou a sólida firma Maia,
Sobrinhos & Cia; homem rico, sabia olhar os desprotegidos da fortuna e dedicou grande parte de sua existência a uma filantropia que tinha a virtude de não ser ostensiva), no LARGO DAS MERCÊS. No caminho, na esquina de Tanguitá, está o solar que foi do Visconde de Itacolomi, cujos jardins de entrada dão para a rua paralela, a do Giz (28 de Julho). A seguir, em meio ao último quarteirão, o Solar dos Vasconcelos, onde funcionou a Imprensa Oficial; por fim, na esquina com a Cascata, já para as Mercês, a casa que foi de Teixeira Mendes, o apóstolo do Positivismo no Maranhão. No meio do quarteirão, entre as ruas da Estrela e do Giz, apresenta-se-nos um modesto sobradinho, baixo e quase sem fundos; diz a tradição que foi uma velha prisão ou mercado de escravos: uma cafua.
LARGO DAS MERCÊS
Hoje, Praça Luís Domingues10, onde existiu a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e hoje há o restaurado convento da mesma invocação, sede do Centro da Memória Republicana, onde é guardada a memória do governo Sarney. O convento foi construído em 1654 e teve momentos de esplendor em sua vida. Decaindo, nele foi instalado oficialmente em 3 de fevereiro de 1863, depois de sofrer grandes reformas, o Seminário de N. S. das Mercês ou pequeno seminário.
Perdida a função de estabelecimento de ensino, o governo aí instalou o quartel da força pública e posteriormente o corpo de bombeiros. Mais adiante está o Largo do Desterro. Seguindo pela rua Direita, passa-se LUIS ANTÔNIO DOMINGUES DA SILVA nasceu em Turiaçu a 11 de julho de 1862 e faleceu em São Luís a 11 de julho de 1922. Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife e governou o Maranhão de 1911 a 1914. Pertencia à Academia Maranhense de Letras, pela esquina da antiga rua da Palma (Herculano Parga), dobrando-se à direita chegase ao beco da Caela (Maranhão Sobrinho) à Praça do Desterro. Aqui desenrolou-se importantes episódios da invasão holandesa no Maranhão. Este vasto quadrilátero irregular, que percorremos desde o largo do Palácio e do João do Vale, até a Praça das Mercês e do Desterro, estendeu-se o bairro mais velho de São Luís, limitado pelo Largo do Carmo e a rua Formosa (Afonso Pena), antiga estrada Real. Voltemos ao Largo do Carmo.
LARGO DO CARMO: Entre as ruas Grande (Oswaldo Cruz) e da Paz (Cel. Colares Moreira), sobre o que resta da primitiva colina de Santa Bárbara, fica o Convento do Carmo Novo e sua igreja de azulejos brancos, “que reverberam ao sol poente”. Anteriormente havia uma capela, sob a invocação de Santa Bárbara; em 1627 os frades carmelitas construíram o convento de N. S. do Monte Carmelo. No Convento funcionou o Liceu Maranhense, sob a direção do emérito gramático Sotero dos Reis. Das janelas deste convento, quando Liceu, aí pelo ano de 1889, os estudantes deram “estrondosa vaia no Conde d’Eu, quando o príncipe de viagem pelo interior do país em campanha política no sentido de assegurar à consorte, D. Isabel, um terceiro reinado”. Na época da invasão holandesa, os maranhenses - que vinham vencendo os batavos desde o Itapecuru-Mirim, cercaram os homens de Pieter Bass no Castelo, entrincheirando-se na Colina do Carmo. Antônio Muniz Barreiro, herói maior da reconquista da cidade aos holandeses, é atingido no peito por uma bala inimiga e, mortalmente ferido, recolhe-se ao Convento, para falecer momentos após. Era o dia 16 de janeiro de 1643. Antônio Teixeira de Melo, seu sucessor, prossegue na resistência e um ano após (28 de fevereiro de 1644) acabaria por expulsar o invasor de uma vez por todas. Por esse feito, é dada aos moradores do Maranhão, em 1655, por D. João IV, o Restaurador, as honras e privilégios da Infanção. Os maranhenses não poderiam ser postos em prisão comum, nem sujeitos a ferros ou tormento; ficavam isentos do serviço militar e gozavam do direito de portar armas em qualquer hora e lugar, inclusive espadas com bainha de veludo, terços de ouro e punhos de fio dourado; de usar seda, metais e pedras preciosas.
Aqui funcionou uma das primeiras feiras ou mercados existentes em São Luís. Foi também o primeiro abrigo público que houve na cidade, mandado construir pelo almocatel Agostinho Inácio Rodrigues Tôrres “para abrigar da chuva e da canícula asvendeiras de hortaliças”.
Nesse largo havia ainda um pelourinho - descrito por César Marques como uma “bela coluna torcida de pedra mármore”. Não se sabe quando foi erigido, porém a 22 de setembro de 1815 o juiz pela lei Isidoro Rodrigues Pereira requeria ao governo auxílio militar para coadjuvar um homem de vara na prisão de alguns serventes necessários à ereção do pelourinho. Foi-lhe negado. Quando dos “prenúncios da Proclamação da República”, o pelourinho foi “vandálicamente destruído pelo povo a incitamentos da oratória fogosa do grande tribuno Paula Duarte”. Isso, em primeiro denovembro de 1889. Em 1901 foi o histórico largo denominado Praça João Lisboa. Situada na parte que fica entre as ruas do Sol e da Paz está, “sobre os restos mortais do escritor a que serve de túmulo”, a estátua de João Francisco Lisboa. Jornalista emérito, historiador autorizado, clássico da língua, “glória maior da Atenas do Brasil porque honra e glória de toda a nacionalidade, alí está, para edificação dos pósteros, na postura de que lê, para exemplo e ensinamento, o seu famoso ‘Jornal do Timon’”. Foi das janelas de sua residência no velho largo do Carmo que o ilustre jornalista viu desfilar muitas vezes a vida da cidade.
SOBRADO COLONIAL - CASA DA CIDADE - datado do início do século XIX, foi construído no lugar onde deveria se edificado o Teatro União. sua primitiva ocupação foi de servir de residência particular, já foi sede da Câmara Municipal de São Luís.
Na esquina com o Beco da Pacotilha (Rua João Vital de Matos), está o SOLAR DOS BELFORD. Sobradão colonial do século XVIII, provavelmente concluído em 1756, pertenceu a Lourenço Belford. Na segunda metade do século XIX residia nesse imóvel o Barão de Coroatá, Manoel Gomes da Silva Belford. Em 1899 passou a ser seu proprietário o jornalista Vítor Lobato, que aí instalou redação, gerência e oficinas de seu famoso jornal “Pacotilha”. Um pouco mais abaixo, já na Rua Formosa, o prédio onde funcionou os Diários Associados (O Imparcial). Prédio construído aproximadamente em 1846 pelo Comendador José Leite, pai do Senador Benedito Leite. Também serviu de Palácio da Justiça, Ginásio para moças, cabaré, até ser adquirido por Assis Chateaubriand, para sede do seu jornal. Era no velho largo que se realizava a célebre festa de Santa Filomena.
RUA DO EGITO: A rua Tarquínio Lopes11 leva do largo do Carmo à antiga Praia do Caju. MEIRELES (1964) reclama que está desfigurada, com as reformas que se lhe fizeram para alargar. Era estreita, e sem alcançar a praia, morria asfixiada no cotovelo da rua do Poço (hoje do Machado), rua humilde em que, na esquina com a do Ribeirão, nasceram os irmãos Azevedo, Artur e Aluízio, o teatrólogo e o romancista. Entre os moradores famosos da rua do Egito contava-se, ainda, os historiadores César sócio efetivo da Academia Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, e membro do Conselho de Cultura do Estado.” (MEIRLES, Mário M. João de Barros, primeiro donatário do Maranhão. São Luís : ALUMAR, 1996, p. 70, nota de pé-de-página).No prédio hoje ocupado pela Assembléia Legislativa funcionou a “Escola “11 de Agôsto”, assim denominada por ter sido fundada nesse dia, no ano de 1870 pelos bacharéis João Antônio Coqueiro, Antônio de Almeida e Oliveira, Martiniano Mendes Pereira, Manuel Jansen Pereira e outros, com o objetivo de estabelecer cursos noturnos para as classes operárias.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETINHOS - na rua do Egito ficava localizada a Igreja do Carmo (1614). Com o alargamento da rua em 1717, foi construída a Igreja do Rosário, sendo o terreno doado por Frei Tomaz Jordão, prior do Convento do Carmo, para a congregação dos pretinhos irmãos de Nossa Senhora do Rosário. O padre Antônio Vieira fez vários sermões nessa igreja. Em frente, o SOLAR CESÁRIO VERAS. Pertenceu ao Desembargador José Mariano Corrêa de Azevedo Coutinho e, mais tarde, ao Dr. Cesário dos Santos Veras. No dia 17 de novembro de 1824, a sociedade maranhense homenageou com um banquete o almirante inglês Lord Cochrane, que um ano antes viera ao Maranhão para ultimar a adesão da província (28 de julho de 1823) à independência. Na esquina da Rua de Nazaré está localizado o Edifício São Luís. É considerado o maior prédio de azulejo do País.
Travessa Dom Francisco. Antigamente, era estreitíssima, quando se chamava beco da Sé, ou mais remotamente, beco de João do Vale, para chegarmos ao Largo do Palácio. Antes, passamos pelo seu xipófago, o largo de João do Vale.
FONTE DO RIBEIRÃO: Do Largo do Carmo iremos saindo pela rua do Sol, até o Largo do Quartel. Antes, passemos pela Fonte do Ribeirão, na paralela rua dos Afogados. A Fonte do Ribeirão foi mandada construir em 1796 pelo Governador e Capitão-General D. Fernando Antônio de Noronha. Sobre as carrancas por que escorre a água da fonte para o chão lajeado de cantaria, três portas gradeadas de ferro dão acesso a outras tantas galerias, motivo de lendas que a imaginação popular tem criado.
RUA DO SOL: A rua do Sol é das mais antigas da cidade, pois já aparece em uma planta, datada de 1640, à época da invasão holandesa. Orígenes Lessa a celebrizou em seu romance, que tem esse título. Hoje, recebe o nome de Nina Rodrigues13, em homenagem ao sábio antropólogo brasileiro. No prédio 67, em um mirantezinho aí existente, Aluísio Azevedo escreveu “O Mulato” e Antônio Lobo, “A Carteira de um neurastênico”. E num magnífico sobrado de vinte e uma janelas, hoje demolido, funcionou o famoso Colégio de Nossa Senhora da Glória, destinado à educação de meninas e dirigido perla professora 13 RAIMUNDO NINA RODRIGUES nasceu em Vargem Grande, a 4 de dezembro de 1862 e faleceu em paris a 17 de julho de 1906. Foi pioneiro no estudo do negro brasileiro, lançando as bases de uma escola antropológica com métodos avançados de pesquisa e interpretação. Sua biografia científica atinge cerca de 60 títulos.
Amância Leonor de Castro Abranches, tia do escritor Dunshe de Abranches, que evoca esse imóvel no livro “O Cativeiro”. Foi nesse colégio que se recolheu D. Emília Amália Branco, mãe de Artur e Aluísio Azevedo. Nessa rua funcionou também o Colégio de São João, dirigido pelo Dr. Augusto César da Silva Rosa. E é ali que está o Teatro Artur Azevedo, fundado em 1817, com o nome de União e, depois, de São Luís. No prédio de no. 302, em um enorme sobrado de entrada pomposa, com portal de cantaria lavrada, viveu algum tempo Joaquim Gomes de Sousa, o famoso matemático maranhense. É onde hoje está instalado o Museu Histórico e Artístico do Maranhão.
LARGO DE SÃO JOÃO: Daqui, vamos até o Largo de São João, onde está situada a matriz que lhe empresta o nome, já na esquina da rua da Paz, paralela à do Sol, hoje chamada praça Henrique Leal. Nesse templo a piedade cristã recolheu os restos mortais do delator da Inconfidência Mineira, Joaquim Silvério dos Reis, que veio curtir no Maranhão o remorso de seus últimos dias. Defronte à igreja, o “Palácio das Lágrimas”, onde hoje está a Faculdade de Odontologia e antigamente foi sede da Escola Modelo Benedito Leite. Conta-se que, no andar superior, seu proprietário mantinha sob severa vigilância, um verdadeiro harém d e jovens escravas e por uma delas apaixonou-se um outro escravo da casa, que, não correspondido, pois a bela escrava preferiu permanecer como a favorita do senhor, o moço escravo, louco de ciúmes, vingou-se colocando veneno na comida de dois filhos da casa, deixando o resto na mala de sua eleita. Descoberto o crime, as provas indicavam a bela escrava, que foi levada ao patíbulo, não obstante protestasse inocência; ao descer as escadarias que dava para a rua, rumo ao cadafalso, tantas foram as lágrimas de revolta de sua inocência que, como a quererem eternizar seu clamor, jamais se apagaram de sobre as lajes dos degraus que todos os dias delas anheciam molhados. Perseguido pela dúvida do remorso, o senhor fez substituir as pedras lacrimejantes, mas a vingança do destino sobreviveu, em tudo o mais e a casa se fez mal assombrada. Seu último dono, ensandecido, enchia de pavor o silêncio da noite com seus cantos e seus gritos, enquanto, insone, corria os aposentos desertos daquele andar onde fora o harém. O patíbulo era, então, nessa mesma rua da Paz, na esquina da atual Artur Azevedo, popularmente chamada da Mangueira e antes da Forca Velha: Ao lado do Palácio das Lágrimas, na rua 13 de Maio, O MUSEU DE ARTE SACRA DO MARANHÃO:localizado em um solar construído na segunda metade do século XIX, tendo servido de residência do barão de Grajaú, o Dr. Carlos Fernando Ribeiro e da Baronesa, Sra. Ana Rosa Viana Ribeiro. Foi sede do Museu Pio XII. Ainda na rua 13 de Maio, o Sobrado Pontes Vergueiros, construção do século XIX, tendo nele residido o Desembargador Pontes Vergueiros que sentindo paixão desenfreada pela mulata Mariquinhas, tomou em delírio passional a resolução de assassiná-la. Depois de morta, Mariquinhas foi esquartejada e colocada em uma mala de zinco, tendo como soldador Amâncio José da Paixão, pai de Catulo da Paixão Cearense.
PRAÇA DEODORO: O antigo Largo do Quartel é hoje a Praça Deodoro; já foi do quartel do 24o., do 48o., do 5o. batalhão... lá foi construído primeiro quartel do Brasil, conforme autorização de 27 de junho de 1792. Demolido, em seu lugar, com a Biblioteca Pública “Benedito Leite” ao centro, está hoje a Praça do Panteon - do Panteon porque nela estão colocadas as ermas dos filhos ilustres da terra que ainda não tenham estátua em outros logradouros.
Parque Urbano Santos14: por trás do velho quartel ficava o Campo do Ourique, hoje igualmente desaparecido. A parte posterior do Campo d’Ourique dava para um fundo grotão onde corria a chamada Fonte do Mamoin. Em 1882 dizia-se ser de urgente a construção de um paredão de pedra e cal, pois estava desmoronando e colocando em riscos as casas ali edificadas, dentre as quais as do Visconde de Itacolomi do Norte. Ali, funcionou em 1881 um pequeno hipódromo onde foram realizadas interessantes corridas. Funcionou, ainda, uma pequena estação meteorológica. Em 1914 recebeu o nome de Parque Urbano Santos, hoje ocupado na maior parte ocupado pelo edifício de linha neocolonial em que funciona o Liceu Maranhense.

Centro Histórico de São Luiz
São Luís é uma das poucas cidades brasileiras que ostenta em seu patrimônio arquitetônico-histórico lembranças das culturas portuguesa e francesa do início da colonização. São 3,5 mil construções ocupando uma área de 250 hectares, reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade (1997), tendo em vista a beleza e a importância deste conjunto de arquitetura civil de origem européia, considerado um dos maiores do mundo. Este acervo arquitetônico já havia sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1955. São Luís do Maranhão é uma das três únicas capitais brasileiras construídas em ilhas, sendo a única cidade do país a
sofrer forte influência de três nações européias. Fundada pelos franceses, foi depois invadida pelos holandeses e finalmente colonizada por portugueses. O resultado foi uma mistura única de influências que gerou um mosaico histórico como poucos outros no mundo. A cidade é um museu ao ar livre, uma viagem de volta ao passado. Ruas estreitas, becos, ladeiras e escadarias compõem um excepcional conjunto arquitetônico colonial português em área urbana, envolvendo centenas de casarões, incontáveis fachadas cobertas por azulejos, sacadas de ferro, janelas e portas em arco, que abrigam desde residências até hotéis, pequenas lojas, mercados, museus, casas de cultura, restaurantes, ateliês, agências de turismo, oficinas de artesanato e, principalmente, uma gente simpática que tem prazer em receber visitantes.
Passear pelas ruas de São Luís já é um programa em si, ainda que não se vá especificamente a nenhum lugar em especial; dá para caminhar um dia inteiro e ir se maravilhando aos poucos com cada recanto ou cada esquina. No roteiro turístico estão a Casa do Maranhão, onde pode-se aprender muito sobre a cultura desta terra, o Palácio La Ravadière, construído em 1689 em homenagem ao fundador da cidade, Daniel de la Touche, e o imponente Palácio dos Leões, que hoje abriga a sede do governo estadual, com luxuosos aposentos, móveis, esculturas e pinturas belíssimas. Outras atrações são a Igreja Matriz, construída entre 1690 e 1699, e a Igreja do Desterro, erguida no mesmo local onde os primeiros colonizadores fizeram uma capela em devoção à Nossa Senhora do Desterro. Estes são apenas alguns dos prédios históricos que o turista encontra na capital maranhense, uma cidade cheia de encantos e belas paisagens
Centro Histórico de São Luís
Os primeiros moradores da capitania do Maranhão não imaginavam que ela seria tão assediada. São Luís foi fundada durante a ocupação francesa (1612-1615). Trinta anos mais tarde, nova invasão. Dessa vez, quem resolveu atacá-la foi o holandês Maurício de Nassau (1641-1644). Apesar da influência de seus inúmeros colonizadores, São Luís é um exemplo típico de cidade colonial ibérica. Ela preserva o traçado urbano ortogonal, com quadras retangulares e imóveis de altura reduzida. O conjunto arquitetônico é composto por prédios dos séculos XVIII e XIX, período em que a região era uma grande exportadora de arroz e algodão. São Luís destacava-se como um dos quatro maiores centros comerciais brasileiros, atrás apenas de Salvador, Recife e Rio de Janeiro. A estagnação econômica que atingiu o Maranhão no século XX foi o maior responsável pela conservação de São Luís. Com a economia em banho-maria, não havia recursos para a renovação urbana que descaracterizou grande parte dos centros históricos brasileiros. Hoje, existem cerca de 4.000 imóveis de valor histórico, por suas fachadas com azulejos e divisão interna peculiar.

História de São Luís no tempo
A capital maranhense, lembrada hoje pelo enorme casario de arquitetura portuguesa, no início abrigava apenas ocas de madeira e palha e uma paisagem quase intocada. Aqui ficava a aldeia de Upaon-Açu, onde os índios tupinambás - entre 200 e 600, segundo cronistas franceses - viviam da agricultura de subsistência (pequenas plantações de mandioca e batata doce) e das ofertas da natureza, caçando, pescando, coletando frutas.
Em 1535, a divisão do país em capitanias hereditárias deu ao tesoureiro João de Barros a primeira oportunidade de colonizar a região.
Tesouro
Na década de 1550 foi fundada a cidade de Nazaré, provavelmente onde hoje é São Luís, que acabou sendo abandonada devido à resistência dos índios e a dificuldade de acesso à ilha.
Daniel La Touche, conhecido como Senhor de La Ravardière, acompanhado de cerca de 500 homens, chegou à região em 1612 para fundar a França Equinocial e realizar o sonho francês de se instalar na região dos trópicos. Uma missa rezada por capuchinos e a construção de um forte marcaram a data de fundação da nova cidade: 8 de setembro. Logo se aliaram aos índios, que foram fiéis companheiros na batalha contra portugueses vindos de Pernambuco decididos a reconquistar o território, o que acabou por acontecer alguns anos depois.
Comandada por Alexandre de Moura, a tropa lusitana expulsou os franceses em 1615 e Jerônimo de Albuquerque foi destacado para comandar a cidade. Dos fundadores restou o nome de São Luís, uma homenagem ao rei francês Luís XIII estranhamente mantida pelos portugueses.
Açorianos chegaram à cidade em 1620 e a plantação da cana para produção de açúcar e aguardente tornou-se então a principal atividade econômica na região. Os índios foram usados como mão-de-obra na lavoura. A produção foi pequena durante todo o séc. XVII e, como praticamente não circulava dinheiro na região, os excedentes eram trocados por produtos vindos do Pará, Amazônia e Portugal. Rolos de pano eram um dos objetos valorizados na época, constando inclusive nos testamentos dos senhores mais abastados.
Praça do Comércio
Em 1641, foi a vez dos holandeses de Maurício de Nassau, que já comandavam Pernambuco, tomarem a cidade. Chegaram pelo porto do Desterro, saquearam a igreja que nele fica e só foram vencidos três anos depois. Preocupado com o isolamento geográfico e os constantes ataques à região, o governo colonial decidiu então fundar o Estado do Maranhão e Grão Pará, independente do resto do país. A criação da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, em 1682, integrou a região ao grande sistema comercial mantido por Portugal. As plantações de cana, cacau e tabaco eram agora voltadas para exportação, tornando viável a compra de escravos africanos. A Companhia, de gestão privada, passou a administrar os negócios na região em substituição à Câmara Municipal. O alto preço fixado para produtos importados e discordâncias quanto ao modelo de produção, geraram conflitos nas elites que culminaram na Revolta de Beckman, considerada a primeira insurreição da colônia contra Portugal. O movimento foi prontamente reprimido pelas forças governistas.
Na segunda metade do séc. XVIII, devido a Guerra da Secessão, os Estados Unidos interrompem sua produção de algodão e abrem espaço para que o Maranhão passe a fornecer a matéria-prima demandada pela Inglaterra. Em 1755 é fundada a Companhia Geral do Comércio do Grão Pará e o porto de São Luís ganha enorme movimento de chegada e saída de produtos. Com a proibição do uso de escravos indígenas e o aumento das plantações, sobe muito o número de escravos negros.
Se desde o final do séc. XVII novos elementos da civilização européia já chegavam a São Luís por vias marítimas (com destaque para os religiosos carmelitas, jesuítas e franciscanos, que também passaram a educar a população), este processo de modernização aumentou no novo ciclo econômico, trazendo benefícios urbanos para a cidade. Durante o período pombalino (1755-77), acontece a canalização da rede de água e esgotos e a construção de fontes pela cidade.
Em 1780 é construída a Praça do Comércio, na Praia Grande, que se torna centro da ebulição econômica e cultural de São Luís. Tecidos, móveis, livros e produtos alimentícios, como o azeite português e a cerveja da Inglaterra, eram algumas das novidades vindas do velho continente.Os filhos dos senhores eram enviados para estudar no exterior, enquanto na periferia da cidade, longe da repressão da polícia e das elites, os escravos fermentavam uma das culturas negras mais ricas do país. Entre as abastadas famílias de comerciantes estava a senhora Ana Jansen, conhecida por maltratar, torturar e até matar seus escravos.
Rua Portugal na Praia GrandeAlém de dar nome a uma lagoa que fica na parte nova da cidade, Ana Jansen é também lembrada através de uma lenda: sua carruagem, puxada por cavalos brancos sem cabeça, estaria circulando ainda hoje pelas ruas escuras de São Luís. O grande fluxo comercial de algodão, que chegou a fazer da capital maranhense a terceira cidade mais populosa do país (atrás apenas do Rio de Janeiro e Salvador), entrou em decadência no fim do século XIX, devido à recuperação da produção norte-americana e a abolição da escravatura. A produção agrícola foi aos poucos sendo suplantada pela indústria têxtil que, além de matéria-prima, encontrou mão-de-obra e mercado consumidor na região. A nova atividade colaborou para a expansão geográfica da cidade e surgimento de novos bairros na periferia.
Centro de Atividades Odylo Costa
Antigo armazém reformado, abriga um espaço cultural com cinema, teatro, galeria de arte, cursos e outras atividades. Localização: Rampa do Comércio, 200
- Praia Grande -
Igreja do DesterroConsiderado o primeiro templo construído no estado (em 1614), foi demolido na invasão holandesa e reconstruído por moradores. Localização: Largo do Desterro, s/nº - Palácio la RavardiéreConstruído em 1689, é a atual sede da prefeitura municipal. No largo do palácio está um busto de Daniel de La Touche, ou senhor de La Ravardière, o fundador da cidade. Localização: Av. D. Pedro II, s/nº

Fonte do Riberão
Construída em 1796 para abastecer a cidade, tem o pátio revestido com pedras de cantaria. Suas janelas gradeadas dão acesso às galerias subterrâneas que passam pelo centro histórico.Localização: Largo do Ribeirão, s/nº -


Cafua das Mercês (Museu do Negro)
Pequeno sobrado onde funcionava o mercado de escravos que chegavam a São Luís, hoje abriga um museu de referência da cultura negra, com peças de arte de origem africana e instrumentos musicais.Localização: Rua Jacinto Maia, 54 - Terça a sexta, de 9h às 18h
Igreja dos Nossa Senhora dos Remédios
Construída em 1719 no estilo gótico, fica na praça Gonçalves Dias, de onde se tem uma das vistas mais bonitas da cidade.Localização: Largo dos Amores, Prç. Gonçalves Dias, s/nº - Telefone: (98) 222-8773
Museu de Arte Sacra
Anexo ao Museu Histórico, funciona no Solar do Barão de Grajaú. Seu acervo, que pertence em parte à Arquidiocese de São Luís, é composto por peças dos séc. XVIII e XIX nos estilos mareirista, rococó, barroco e neoclássico. Localização: Rua do Sol, 302 - Telefone: (98) 221-4537Terça a sexta, das 9h às 18h. Sábado e domingo, de 14 às 18h
Solar São Luís
Considerado o maior prédio em azulejos da país (tem três pavimentos), foi construído na segunda metade do século XIX. Teve seu interior destruído por um incêndio e ficou abandonado até ser adquirido e restaurado pela Caixa Econômica Federal, que nele instalou um agência.Localização: Rua Egito com rua Nazaré -
Fonte das Pedras
Serviu de base para a tropa de Jerônimo de Albuquerque durante a expulsão dos fundadores franceses em 1615. É cercada de árvores e bancos.Localização: Rua Antônio Rayol, 363 -
Convento das Mercês - Fundação da Memória Republicana
Construído em 1654 e inaugurado pelo padre Antônio Vieira, aqui funcionava a sede do antigo Convento da Ordem dos Mercedários. Hoje é a Fundação da Memória Republicana, com documentos e objetos do ex-presidente José Sarney.Localização: Rua da Palma, 502 Telefone: (98) 221-5557 Segunda, de 14h às 18h. Terça a sexta, de 8h às 12h. Sábado, das 14h às 18h

Igreja da Sé Nossa Senhora da Vitória
Erguida por ordem do terceiro capitão-mor Diogo Machado da Costa em 1629, quando a cidade passava por um surto de varíola. É uma homenagem à protetora dos portugueses na batalha de Guaxenduba (vitória sobre os franceses). Foi reconstruída várias vezes até 1922, quando assumiu o aspecto neoclássico. No interior destaca-se o altar-mor talhado em ouro. Localização: Av. D. Pedro II, s/nº
Museu Histórico e Artístico do Maranhão
funcionando no Solar Gomes de Souza, o museu foi inaugurado em 1973 e se destaca pela reconstituição da decoração típica dos sobrados do séc. XIX com móveis, objetos e obras de
Ceprama - Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão
Antiga fábrica textil Companhia de Fiação e Tecidos de Cânhamo, reúne hoje o artesanato produzido em todo o estado.Localização: Rua de São Pantaleão, 1232 - Madre Deus Segunda a sexta, das 9h às 19h. Sábado, 9h às 20h. Domingo, 9h às 13h
Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho
Sediado num sobrado colonial de 3 pavimentos, mantém um grande acervo com peças das diversas manifestações culturais (bumba-meu-boi, tambor de crioula, carnaval, dança do coco etc) e religiosas (tambor de mina, Festa do Divino etc) do estado. Além disto, possui objetos da cultura indígena e artesanatos.Localização: Rua do 28 de julho, 221 Telefone: (98) 231-1557Terça a sábado, de 9h às 19h
Igreja e Convento Nossa Senhora do Carmo
Serviu de abrigo para portugueses durante a expulsão dos holandeses, em 1643. Pertencia à ordem dos carmelitas e depois passou para o controle dos capuchinhos. Sua escadaria é em pedra de cantaria.Localização: Largo do Carmo - Praça João Lisboa
Museu de Artes Visuais
Seu acervo é composto por azulejos coloniais, murais, fotografias e obras de artistas maranhenses. Um de seus destaques é a coleção de gravuras do escritor Arthur Azevedo.Localização: Rua Portugal, 273 - Praia Grande Telefone: (98) 3218-9938Terça a sábado, das 9h às 19h
Palácio dos Leões
Aqui foi erguida pelos franceses uma fortificação em homenagem ao rei Luis XIII em 1612. A estrutura do atual prédio foi construída no final do sec. XVIII e passou por inúmeras reformas, até assumir o estilo neoclássico. Hoje é a sede do Governo do Estado. Localização: Av. D. Pedro II, s/nº Telefone: (98) 232-1633
Teatro Arthur Azevedo
Segundo mais antigo do Brasil, foi fundado com o nome de Teatro da União por dois comerciantes portugueses em 1817. No projeto original, o teatro se estenderia até o Largo do Carmo, mas acabou reduzido por um veto da Igreja. Baseado no chamado teatro de platéia italiano, em formato ferradura, apenas em 1922 ganhou o nome atual. Funcionou como cinema entre 1940 e 1966 e, abandonado, acabou em ruínas.
Em 1989, quando apenas a fachada original ainda resistia, foi demolido e reconstruído de acordo como o projeto original. Atualmente tem capacidade para 750 espectadores, distribuídos por 4 andares. Os espetáculos são gravados por um circuito profissional de vídeo instalado no teatro e retransmitidos pela TV Senado.
Localização: Rua do Sol, 180 - Telefone: (98) 232-0299Visitas guiadas: quarta a domingo, às 15h

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

AGRADECIMENTOS
Galera boa da 1 série do SESI/SENAI (Matutino/Vespertino)!!
Primeiramente, agradecer a compreensão, participação e empenho que tiveram na visitação ao Centro Histórico de São Luís e observamos in loco o Mercado das Tulhas, Museu de Artes Visuais, Casa de Nhozinho e a Casa do Maranhão.
A bagunça organizada foi legaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal.
Subir e descer escadas.
Pergunta dali, perfgunta de cá..
Parada obrigatória não para respirar maaaaaaaaaaaaaas... para tirar fotos para colocar no ORKUT.
Quem fez xiiiiss!!
Quem não fez!!
Espero que tenham aproveitado e selecionado informações para prosserguirmos com a 2ª etapa do Projeto Revivendo o Centro Histórico através da lente do SESI/SENAI.
Nesse espaço, pedir desculpas pelas falhas. E dizendo à vocês que é errando que se aprende.
E que dá próxima oportunidade, os acertos serão maiores.
Valeu!!
I....